Covardia tem sentido bem diferente de medo, embora muitas vezes costumamos associá-los.
Medo é sentimento de auto preservação, de alerta quando estamos em uma situação transitória, limite, que é diferente para cada pessoa, por isso, julgar como covardia pode ser uma atitude precipitada. Com ele, temos uma luta interna. Ultrapassá-lo nos faz mais forte, se for uma atitude sensata, ou vulneráveis, se for uma atitude ingênua.
Já a covardia é falta de caráter. Já dizia Goethe: “O covarde só ameaça quando se acha em segurança."E essa segurança sempre está aliada à algum tipo de arma ou proveito certo. É a tal luta injusta, desonesta, onde se tem a garantia de ganhar por desvantagem.
Vejam os casos de pessoas - se é que podemos chamar assim - que agridem outras mais fracas, não-violentas, crianças, mulheres cuja forma de se defender é pífia perto de uma arma ou de um brutamontes; os que tiram vantagem de pessoas desinformadas ou leigas de determinado assunto; os que usam do poder aquisitivo e social como forma de repressão aos menos favorecidos, etc.
Exemplo de covardia é o que mais existe nas ruas, nos jornais, dentro de muitas casas...E nessa hora, sempre me vêm à mente frases semelhantes como aquela que diz “Porque esse filho da puta não encara alguém do mesmo tamanho?”
Tenho muita, mas muita raiva dessa gente. E o pior: confesso que quando me deparo com tal situação, a vontade é de virar a mesa com a mesma moeda, ou até pior...Sei que não é o moralmente certo, mas confesso que é isso o que sinto muitas vezes.
Tenho medo de muita coisa, mas covarde é o que eu NÃO sou. E digo isso com muito, mas muito orgulho.
E esse berro vai para os medíocres do fim de semana: o proprietário da casa onde moro e os bandidos que balearam o Bortolloto, que reagiu quando esses vacilões tentaram agredir uma atriz: